Tem um amigo que me chama de "outrista". É um jeito diferente de dizer "do contra". Mas não é verdade! O problema é que eu não compro algumas idéias que são vendidas e impostas. Faço questão de pensar com minha cabeça. O único problema é que é cabeça de corintiano, ou seja, não dá pra garantir imparcialidade. Mas eu vou buscá-la! E que o eventual leitor (que seja só um, mesmo) me cobre, por favor!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

FUTEBOL-ARTE, FUTEBOL DE RESULTADOS... OU EFICIÊNCIA E COMPETITIVIDADE?

Por que não podíamos ter uma Seleção Brasileira eficiente, jogando um claro bom futebol, na Copa? Por que isso significaria buscar a derrota?
Por que não podemos, agora, aplaudir o time derrotado? Não será porque ele nunca jogou bola?
Por que é que temos, sempre, que acabar acreditando e repetindo uma meia-verdade, quando ignoramos os outros aspectos presentes numa discussão?
Uma seleção, em que pese o pequeno tempo de preparação, deve reunir o que há de melhor dentro de um sistema de jogo imaginado pelo treinador; como exceções, pode reunir jogadores que sejam necessários para alterações pontuais, durante as partidas ou contra adversários, no modo de jogar. Pode, sim, ser muito eficiente e competitiva. Não vai ter que apresentar, obrigatoriamente, um futebol-arte; nem deve adotar a infantil idéia do "futebol de resultados" (virou uma expressão com significância específica), que, em geral, significa abrir mão da essência do jogo.
Os maiores problemas, no time do Dunga, a meu ver:
1)possuir duas únicas armas, duas únicas estratégias para vencer as partidas: a bola parada e os contra-ataques. Essas armas foram desenvolvidas - e bem, admito - nos últimos dois anos. Mas acho pouco demais para uma seleção brasileira, que pode apresentar inúmeras alternativas adicionais ou, de repente, diferentes.
2) terem sido escolhidos jogadores que não eram os melhores possíveis sequer para o desenvolvimento do jogo do time dentro da(as) estratégia(s) posssível(is). Ou será que Gilberto Silva (que, ainda tenho dificuldades em acreditar, fez um partidaço contra o Chile, algo que nunca antes, nem em 2002, julgo que se poderia dizer) e Felipe Melo são os melhores volantes para contra-atacar? Será que Elano, Daniel Alves e Maicon são as melhores alternativas, dentre os milhares de jogadores brasileiros, para assumir a responsabilidade pelas bolas paradas?
A crítica não é a toda a escolha do Dunga, mas sim aos seus critérios. Ele ficou pelo menos três anos formando um time de fiéis, não de "compromissados"; um time de submissos, não de "vencedores"; um time de jogadores sem personalidade, e não "unidos".
A turma de 2006 já tinha ganho e perdido uma Copa. Talvez por isso não tenham sofrido tanto com a derrota. Se o problema deles foi a falta de compromisso, tudo bem, pensemos em outros, mas por que esses? Por que eles sempre obedeceram ao papai-Dunga? Por que eles sempre mostraram "vontade de ganhar"? Quandos outros jogadores, com mais qualidade do que muitos dos que estavam lá, poderiam ter sido convocados e "convencidos", na mentalidade anã de Dunga (não resisti ao trocadilho!!!!!) a se comportarem da mesma forma que o Michel Bastos, o Felipe Melo, o Elano, os Gilbertos, o Grafite, o Doni...
E, além de tudo, dependemos de Kaká, que é pela maioria e há muito tempo considerado "craque"... Realmente, o futebol acabou...
Por isso, não me interessava por essa seleção; por isso, não consegui nem quis torcer por ela. Foi de bom tamanho não ter torcido contra.
Aconteceram erros, sim, em 2006, mas eles não foram corrigidos, eles foram substituídos por outros.
E isso novamente acontecerá, se a seleção brasileira for, como é esperado, mais uma vez arrendada ao pensamento único de uma pequena turma de cidadãos.
Para que esperemos mais quatro anos por mais uma grande decepção

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