A Alemanha me fez errar várias vezes. Duas vezes só em seu último jogo.
A Alemanha apresentou um grande futebol, mas que para mim só se confirmou na terceira partida, contra Gana. Não dava p´ra levar em conta o resultado contra a Austrália.
Mas, nas oitavas, imaginei que a experiência do time inglês assustaria os garotos alemães (eu sei que tem Klose, Podolski, Lahm, Mertesacker e Schweinsteiger, mas é um time jovem e inexperiente).
Passaram, eu errei.
Depois, na sua quarta-de-final, contra a Argentina, imaginei o mesmo: os portenhos "engrossando o caldo" com o decorrer da Copa, moral em alta, e os garotos alemães olhando Messi e o Maradona no banco.
Passaram, eu errei.
Agora, disputando vaga na decisão, jogaram de calção pesado. Não entendi. A Espanha fez o jogo à feição dos alemães nas partidas anteriores. Talvez até tenham apresentado uma precaução aos contra-ataques mais eficientes, mas mesmo assim.
Não passaram, eu errei.
E, nesse jogo, errei mais uma vez, porque não levo fé na Espanha, não gosto do futebol espanhol e nem do que esse time, tão elogiado, joga. Jamais imaginaria a Espanha na semifinal, quanto mais na final, e aí estão eles... Que levantem a mão p´r´o céu e agradeçam, antes de mais nada, o grande Claudio Bravo, porque, sem a lambança do goleiro chileno, a Espanha poderia ter desembarcado em Madrid em 26 de junho.
O que me resta nas apostas, agora, é que a inicial - na Holanda campeã - se confirme.
Acho que eles, de certo modo (e de triste lembrança histórica) estão jogando em casa.
Terceiro e quarto lugares, difícil prever. Acho que dá Uruguai, p´ra fechar sua Copa com chave de ouro (ou bronze), contra a frustaçã
Futebol (p´ra mim) é isso!
Tem um amigo que me chama de "outrista". É um jeito diferente de dizer "do contra". Mas não é verdade! O problema é que eu não compro algumas idéias que são vendidas e impostas. Faço questão de pensar com minha cabeça. O único problema é que é cabeça de corintiano, ou seja, não dá pra garantir imparcialidade. Mas eu vou buscá-la! E que o eventual leitor (que seja só um, mesmo) me cobre, por favor!
quinta-feira, 8 de julho de 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
SEMIFINAIS
Bom, se acertei 75% das oitavas para as quartas, errei 75% para as semis, contando ainda que não tinha nenhuma clareza no resultado "certo" - consideraria Holanda se fosse pressionado, em última instância, e por considerar que o time é individualmente melhor que o Brasil.
Errei Argentina porque, mais uma vez, apostei que a Alemanha sentiria o jogo - e este ótimo time repetiu o desempenho tranquilo que tiveram contra a Inglaterra.
Errei Gana porque o ótimo Gyan desperdiçou um pênalti nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Errei Paraguai porque, neste jogo sim, a camisa pesou - além do que o juiz nicaraguense (acho que é isso) era bem fraquinho!!
Para os dois próximos jogos, considero que a Holanda vai à final fazendo, hoje, um jogo muito tranquilo, sem sustos. E o Uruguai volta para casa derrotado mas comemorando o desempenho na Copa.
E não dá mais para apostar contra a Alemanha, até porque o jogo da Espanha, apesar do futebol cadenciado, parece ao dispor do jogo que a Alemanha fez, até contra a Austrália, que ousou tentar atacar - o que dizer de Inglaterra e Argentina, então!!!!
Errei Argentina porque, mais uma vez, apostei que a Alemanha sentiria o jogo - e este ótimo time repetiu o desempenho tranquilo que tiveram contra a Inglaterra.
Errei Gana porque o ótimo Gyan desperdiçou um pênalti nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Errei Paraguai porque, neste jogo sim, a camisa pesou - além do que o juiz nicaraguense (acho que é isso) era bem fraquinho!!
Para os dois próximos jogos, considero que a Holanda vai à final fazendo, hoje, um jogo muito tranquilo, sem sustos. E o Uruguai volta para casa derrotado mas comemorando o desempenho na Copa.
E não dá mais para apostar contra a Alemanha, até porque o jogo da Espanha, apesar do futebol cadenciado, parece ao dispor do jogo que a Alemanha fez, até contra a Austrália, que ousou tentar atacar - o que dizer de Inglaterra e Argentina, então!!!!
sábado, 3 de julho de 2010
ARBITRAGEM...
Estou vendo Espanha x Paraguai, e é impressionante o que a arbitragem está favorecendo a Espanha em pequenos lances...
Sérgio Ramos faz o que quer, todos os espanhóis simulam (até mesmo quando é falta simulam que seja mais grave do que o real) e o juiz só adverte, por tudo, os paraguaios.
Isso é mais má arbitragem do que errar um único lance, ainda que ele seja capital e decida o jogo. Esse comportamento enerva e cansa o time que está sendo prejudicado.
Sérgio Ramos faz o que quer, todos os espanhóis simulam (até mesmo quando é falta simulam que seja mais grave do que o real) e o juiz só adverte, por tudo, os paraguaios.
Isso é mais má arbitragem do que errar um único lance, ainda que ele seja capital e decida o jogo. Esse comportamento enerva e cansa o time que está sendo prejudicado.
4 x 0 ou 2 x 1??????
Não sou nada radical nesta rivalidade futebolística entre Brasil e Argentina. Apenas me irrito quando ouço "groselhas" argentinas e lamento quando as mesmas vêm do Brasil.
Nesta Copa, depois de uma rápida troca de farpas iniciada por um comentário imbecil, infeliz e despropositado do Verón, ambos estão fora, e nada têm a dizer um país do outro.
Entretanto, pergunto: o que mais vale: sair com uma goleada de 4 x 0, tentando jogar, tendo vencido bem seus quatro primeiros jogos, apesar dos problemas defensivos, ou sair num dramático 2 x 1, sem reagir, sem mostrar futebol, e podendo receber elogios parciais em 2 dos 4 jogos anteriores?
Eis a prova: futebol se joga, com preparo. E "seleções" têm a obrigação de mostrar o melhor jogo possível. A Argentina fracassou e teve falhas, mas tentou, sempre, em que pese uma eliminação com um placar humilhante. O Brasil, arrogante para com os próprios brasileiros, naufragou, e com a derrota trouxe um sentimento retroativo de humilhação, desde seu primeiro jogo na Copa.
Nesta Copa, depois de uma rápida troca de farpas iniciada por um comentário imbecil, infeliz e despropositado do Verón, ambos estão fora, e nada têm a dizer um país do outro.
Entretanto, pergunto: o que mais vale: sair com uma goleada de 4 x 0, tentando jogar, tendo vencido bem seus quatro primeiros jogos, apesar dos problemas defensivos, ou sair num dramático 2 x 1, sem reagir, sem mostrar futebol, e podendo receber elogios parciais em 2 dos 4 jogos anteriores?
Eis a prova: futebol se joga, com preparo. E "seleções" têm a obrigação de mostrar o melhor jogo possível. A Argentina fracassou e teve falhas, mas tentou, sempre, em que pese uma eliminação com um placar humilhante. O Brasil, arrogante para com os próprios brasileiros, naufragou, e com a derrota trouxe um sentimento retroativo de humilhação, desde seu primeiro jogo na Copa.
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sexta-feira, 2 de julho de 2010
FUTEBOL-ARTE, FUTEBOL DE RESULTADOS... OU EFICIÊNCIA E COMPETITIVIDADE?
Por que não podíamos ter uma Seleção Brasileira eficiente, jogando um claro bom futebol, na Copa? Por que isso significaria buscar a derrota?
Por que não podemos, agora, aplaudir o time derrotado? Não será porque ele nunca jogou bola?
Por que é que temos, sempre, que acabar acreditando e repetindo uma meia-verdade, quando ignoramos os outros aspectos presentes numa discussão?
Uma seleção, em que pese o pequeno tempo de preparação, deve reunir o que há de melhor dentro de um sistema de jogo imaginado pelo treinador; como exceções, pode reunir jogadores que sejam necessários para alterações pontuais, durante as partidas ou contra adversários, no modo de jogar. Pode, sim, ser muito eficiente e competitiva. Não vai ter que apresentar, obrigatoriamente, um futebol-arte; nem deve adotar a infantil idéia do "futebol de resultados" (virou uma expressão com significância específica), que, em geral, significa abrir mão da essência do jogo.
Os maiores problemas, no time do Dunga, a meu ver:
1)possuir duas únicas armas, duas únicas estratégias para vencer as partidas: a bola parada e os contra-ataques. Essas armas foram desenvolvidas - e bem, admito - nos últimos dois anos. Mas acho pouco demais para uma seleção brasileira, que pode apresentar inúmeras alternativas adicionais ou, de repente, diferentes.
2) terem sido escolhidos jogadores que não eram os melhores possíveis sequer para o desenvolvimento do jogo do time dentro da(as) estratégia(s) posssível(is). Ou será que Gilberto Silva (que, ainda tenho dificuldades em acreditar, fez um partidaço contra o Chile, algo que nunca antes, nem em 2002, julgo que se poderia dizer) e Felipe Melo são os melhores volantes para contra-atacar? Será que Elano, Daniel Alves e Maicon são as melhores alternativas, dentre os milhares de jogadores brasileiros, para assumir a responsabilidade pelas bolas paradas?
A crítica não é a toda a escolha do Dunga, mas sim aos seus critérios. Ele ficou pelo menos três anos formando um time de fiéis, não de "compromissados"; um time de submissos, não de "vencedores"; um time de jogadores sem personalidade, e não "unidos".
A turma de 2006 já tinha ganho e perdido uma Copa. Talvez por isso não tenham sofrido tanto com a derrota. Se o problema deles foi a falta de compromisso, tudo bem, pensemos em outros, mas por que esses? Por que eles sempre obedeceram ao papai-Dunga? Por que eles sempre mostraram "vontade de ganhar"? Quandos outros jogadores, com mais qualidade do que muitos dos que estavam lá, poderiam ter sido convocados e "convencidos", na mentalidade anã de Dunga (não resisti ao trocadilho!!!!!) a se comportarem da mesma forma que o Michel Bastos, o Felipe Melo, o Elano, os Gilbertos, o Grafite, o Doni...
E, além de tudo, dependemos de Kaká, que é pela maioria e há muito tempo considerado "craque"... Realmente, o futebol acabou...
Por isso, não me interessava por essa seleção; por isso, não consegui nem quis torcer por ela. Foi de bom tamanho não ter torcido contra.
Aconteceram erros, sim, em 2006, mas eles não foram corrigidos, eles foram substituídos por outros.
E isso novamente acontecerá, se a seleção brasileira for, como é esperado, mais uma vez arrendada ao pensamento único de uma pequena turma de cidadãos.
Para que esperemos mais quatro anos por mais uma grande decepção
Por que não podemos, agora, aplaudir o time derrotado? Não será porque ele nunca jogou bola?
Por que é que temos, sempre, que acabar acreditando e repetindo uma meia-verdade, quando ignoramos os outros aspectos presentes numa discussão?
Uma seleção, em que pese o pequeno tempo de preparação, deve reunir o que há de melhor dentro de um sistema de jogo imaginado pelo treinador; como exceções, pode reunir jogadores que sejam necessários para alterações pontuais, durante as partidas ou contra adversários, no modo de jogar. Pode, sim, ser muito eficiente e competitiva. Não vai ter que apresentar, obrigatoriamente, um futebol-arte; nem deve adotar a infantil idéia do "futebol de resultados" (virou uma expressão com significância específica), que, em geral, significa abrir mão da essência do jogo.
Os maiores problemas, no time do Dunga, a meu ver:
1)possuir duas únicas armas, duas únicas estratégias para vencer as partidas: a bola parada e os contra-ataques. Essas armas foram desenvolvidas - e bem, admito - nos últimos dois anos. Mas acho pouco demais para uma seleção brasileira, que pode apresentar inúmeras alternativas adicionais ou, de repente, diferentes.
2) terem sido escolhidos jogadores que não eram os melhores possíveis sequer para o desenvolvimento do jogo do time dentro da(as) estratégia(s) posssível(is). Ou será que Gilberto Silva (que, ainda tenho dificuldades em acreditar, fez um partidaço contra o Chile, algo que nunca antes, nem em 2002, julgo que se poderia dizer) e Felipe Melo são os melhores volantes para contra-atacar? Será que Elano, Daniel Alves e Maicon são as melhores alternativas, dentre os milhares de jogadores brasileiros, para assumir a responsabilidade pelas bolas paradas?
A crítica não é a toda a escolha do Dunga, mas sim aos seus critérios. Ele ficou pelo menos três anos formando um time de fiéis, não de "compromissados"; um time de submissos, não de "vencedores"; um time de jogadores sem personalidade, e não "unidos".
A turma de 2006 já tinha ganho e perdido uma Copa. Talvez por isso não tenham sofrido tanto com a derrota. Se o problema deles foi a falta de compromisso, tudo bem, pensemos em outros, mas por que esses? Por que eles sempre obedeceram ao papai-Dunga? Por que eles sempre mostraram "vontade de ganhar"? Quandos outros jogadores, com mais qualidade do que muitos dos que estavam lá, poderiam ter sido convocados e "convencidos", na mentalidade anã de Dunga (não resisti ao trocadilho!!!!!) a se comportarem da mesma forma que o Michel Bastos, o Felipe Melo, o Elano, os Gilbertos, o Grafite, o Doni...
E, além de tudo, dependemos de Kaká, que é pela maioria e há muito tempo considerado "craque"... Realmente, o futebol acabou...
Por isso, não me interessava por essa seleção; por isso, não consegui nem quis torcer por ela. Foi de bom tamanho não ter torcido contra.
Aconteceram erros, sim, em 2006, mas eles não foram corrigidos, eles foram substituídos por outros.
E isso novamente acontecerá, se a seleção brasileira for, como é esperado, mais uma vez arrendada ao pensamento único de uma pequena turma de cidadãos.
Para que esperemos mais quatro anos por mais uma grande decepção
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ODE A JUAN
Esta foi a segunda Copa do zagueiro Juan, ocupando a centro-esquerda da defesa brasileira, e a segunda Copa onde ele é eliminado nas quartas-de-final. Mas este jogador fez duas Copas irrepreensíveis.
Na minha modesta opinião, foi disparado o melhor jogador brasileiro na Copa. Absolutamente regular, com poucas falhas (o único lance feio a apontar, mas mesmo assim foi providencial, é o toque com a mão cortando o lançamento p´ro Cristiano Ronaldo, contra Portugal).
Fez uma partida absolutamente brilhante contra o Chile, embora alguns possam dizer que foi pouco exigido. Mas, quando foi, perfeição define sua participação. E, ainda, abriu o placar.
Foi monstruoso contra a Holanda, o único que parecia enxergar numa terra de cegos. Um primeiro tempo assombroso (no sentido positivo) e uma etapa final milagreira - por ele, não veio uma mini-goleada.
Só falta ou faltou, ao Juan, um espírito de liderança que, certamente, seria mais positiva que as lideranças que o time do Dunga tinha.
Na minha modesta opinião, foi disparado o melhor jogador brasileiro na Copa. Absolutamente regular, com poucas falhas (o único lance feio a apontar, mas mesmo assim foi providencial, é o toque com a mão cortando o lançamento p´ro Cristiano Ronaldo, contra Portugal).
Fez uma partida absolutamente brilhante contra o Chile, embora alguns possam dizer que foi pouco exigido. Mas, quando foi, perfeição define sua participação. E, ainda, abriu o placar.
Foi monstruoso contra a Holanda, o único que parecia enxergar numa terra de cegos. Um primeiro tempo assombroso (no sentido positivo) e uma etapa final milagreira - por ele, não veio uma mini-goleada.
Só falta ou faltou, ao Juan, um espírito de liderança que, certamente, seria mais positiva que as lideranças que o time do Dunga tinha.
E O TIME DO DUNGA, HEIN???
Ouvi muitos dizerem que o previsto confirmou-se, em vários aspectos, no desenvolvimento do jogo contra a Holanda e a consequente derrota.
Discordo.
Não entendi como é que o time conseguiu tomar uma virada quando tinha o jogo inteiramente desenhado a seug favor, com 1 x 0 no placar e a Holanda tendo que partir à frente.
Sim, ocorreram falhas no time de azul, mas a eficiência holandesa foi aspecto indispensável para sua classificação.
Meu "script" para a Copa segue com mais acertos do que erros, e minha primeira postagem sobre o mundial, no dia 26 de junho, apontava Holanda campeã; mais que isso, previa Argentina como vice na final contra o vencedor de Brasil x Holanda, de onde viria o campeão.
Só para constar, não me entristeci nem me chateei ou me irritei; admito que, antes, imaginava que teria de fazer força para não torcer contra esse time, mas não foi necessário. Agora, garanto que não me preocupei em torcer a favor.
Discordo.
Não entendi como é que o time conseguiu tomar uma virada quando tinha o jogo inteiramente desenhado a seug favor, com 1 x 0 no placar e a Holanda tendo que partir à frente.
Sim, ocorreram falhas no time de azul, mas a eficiência holandesa foi aspecto indispensável para sua classificação.
Meu "script" para a Copa segue com mais acertos do que erros, e minha primeira postagem sobre o mundial, no dia 26 de junho, apontava Holanda campeã; mais que isso, previa Argentina como vice na final contra o vencedor de Brasil x Holanda, de onde viria o campeão.
Só para constar, não me entristeci nem me chateei ou me irritei; admito que, antes, imaginava que teria de fazer força para não torcer contra esse time, mas não foi necessário. Agora, garanto que não me preocupei em torcer a favor.
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