Tem um amigo que me chama de "outrista". É um jeito diferente de dizer "do contra". Mas não é verdade! O problema é que eu não compro algumas idéias que são vendidas e impostas. Faço questão de pensar com minha cabeça. O único problema é que é cabeça de corintiano, ou seja, não dá pra garantir imparcialidade. Mas eu vou buscá-la! E que o eventual leitor (que seja só um, mesmo) me cobre, por favor!

sábado, 12 de junho de 2010

QUERIA UMA SELEÇÃO BRASILEIRA NA COPA

Analisem o seguinte time:

Marcos; Cicinho, Chicão, Miranda e Roberto Carlos; Pierre, Elias, Hernanes, Ganso; Neymar e Ronaldo.
No banco: Rogério Ceni (genial só para o São Paulo), Alex Silva, Wesley, Arouca, Diego Souza, Cleiton Xavier, Robinho...
É uma seleção só com jogadores dos 4 grandes de São Paulo.
Imaginem quem podia vir do Cruzeiro (Fábio, Jonatas, Diego Renan, o agora palmeirense Kléber), do Internacional (Sandro, Juliano, Andrezinho, Tyson), do Grêmio (Adilson, Douglas, Borges), do Flamengo (até pouco tempo, Adriano, Love, Léo Moura) do Fluminense (Júlio César, Fred).
Nem vou especular mais times e nomes.
Agora, pense o meio-de-campo da seleção do Dunga.
É brincadeira...
O time dos amigos do gaúcho é o time que tolhe as estrelas. Com Dunga nunca foi uma estrela em técnica, parece que ele não gosta que ninguém brilhe. E ainda defende que a presença de estrelas atrapalha!!
Ele precisava conversar com os "fracos" Tostão, Gérson, Rivelino sobre Pelé.
Depois, a história do compromisso e dedicação: até por conta de tudo o que aconteceu na Copa passada, é absurdo imaginar que Ronaldo Gaúcho (que devia estar na Copa), Roberto Carlos (que podia estar na Copa) e Ronaldo (que não tinha condições de ir para a Copa) iriam para 2010 descompromissados, sem levar a sério, sem cumprir as ordens do comandante Dunga.
É isso o que ele é, um comandante. O que ele tem é uma tripulação, formada por amigos. E o pior é que essa filosofia, exagerada, quase performática, NÃO É INCOMPATÍVEL com bom futebol, com brilho, com estrelas. Qualidade técnica e bom futebol, futebol vistoso, ao que parece, é incompatível com o Dunga.
Pior de tudo: passando a peneira da primeira fase (não é um bicho-de-sete-cabeças, mas não é nada impossível uma eliminação na fase de grupos) e um possível confronto com a Holanda nas quartas-de-final, é capaz desse time ser campeão.
É o retrato do futebol, hoje: Itália, campeã de 2006, atual campeã; Internazionale, da Liga dos Campeões; o time de Dunga, campeão de 2010.
Queria tanto poder contestar dois ou três nomes de uma seleção brasileira...

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